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Como escolher o tubete de papelão certo

ROLL Lab · atualizado em 24 de outubro de 2026 · fontes no fim da página

Em resumoO tubete certo se escolhe pelo que ele precisa carregar, não pela espessura de parede. Você precisa de 7 dados: diâmetro interno, parede, comprimento, resistência com o método de ensaio, umidade na entrega, acabamentos e embalagem.
Nesta página · calculadoras

Comece pela aplicação, não pelo catálogo

Um tubete de papelão sempre faz um de três trabalhos: carrega uma bobina que o aperta (filme, fita), carrega um peso que o esmaga e o flexiona (papel, metal, têxteis pesados) ou contém e protege (tubos postais, fôrmas). A primeira pergunta é: qual dos três?

Se o tubete…o que mais importaensaio a pedir
carrega uma bobina de filme elásticoresistência radial e rigidez do diâmetro internoesmagamento radial em bar, CCTI T-158 ou T-159
carrega bobinas pesadas e largasesmagamento plano, flexão, velocidade críticaesmagamento plano ISO 11093-9, flexão ISO 11093-6
é cortado junto com a bobina (fitas, etiquetas)qualidade do corte, póesmagamento plano e um teste de corte
volta e é reutilizadociclos, umidade, limpezacomparação com o plástico, custo por uso
Três tubetes de papelão: sob uma bobina de filme, sob uma bobina de papel e cortado junto com um rolo de fita adesiva
Três usos, três resistências diferentes a observar.

Como um tubete de papelão é feito

Um tubete de papelão nasce de tiras de papelão enroladas em um mandril de aço e coladas camada sobre camada. No enrolamento espiral, as tiras entram inclinadas em relação ao eixo: as emendas formam uma hélice e ficam desencontradas de uma camada para a outra. O tubo sai da linha em contínuo e é cortado no comprimento. No enrolamento paralelo (convoluto), uma folha é enrolada em camadas concêntricas e o comprimento fica limitado pela largura da folha.

O fabricante ajusta quatro alavancas: número de camadas, tipo de papelão, ângulo de enrolamento e tipo de adesivo, em geral à base de água. São as mesmas alavancas que mudam resistência, rigidez e acabamento. Por isso dois tubetes da mesma medida podem se comportar de forma diferente sob a mesma bobina.

Os 7 dados para passar ao fornecedor

  1. Diâmetro interno com tolerância: pela ISO 13542, a tolerância é só para mais (+1,2 mm em 76 mm). Veja a tabela de diâmetros e tolerâncias.
  2. Espessura de parede ou diâmetro externo (DE = DI + 2 × parede).
  3. Comprimento com tolerância e tipo de corte (serra, faca, torno).
  4. Resistência mínima com o método: esmagamento plano ISO 11093-9 em kN/m ou N/100 mm; para filme, também esmagamento radial em bar com o método T-158 ou T-159 (como ler o esmagamento plano e o radial).
  5. Umidade máxima na entrega, em geral 6–8%, medida em estufa (por que a umidade pesa tanto).
  6. Acabamentos: pontas (padrão, chanfradas, com entalhe), superfície interna (lisa, ranhurada), camada externa.
  7. Embalagem: pallet, engradado, peças por pacote. O número que ocupa espaço é o diâmetro externo: como os tubetes são embalados e carregados.

A regra do Prof

Os erros que custam uma bobina

  • Especificar só o esmagamento plano para um tubete de filme. O esmagamento plano quase não reage às variáveis que definem a resistência radial: dois tubetes com o mesmo esmagamento plano podem ter resistências radiais muito diferentes.
  • Esquecer a umidade do armazém. Cada ponto a mais de umidade custa cerca de 12% da rigidez do diâmetro interno. O tubete acompanha o ar do lugar onde está, não o do lugar onde foi feito.
  • Aprovar um tubete recém-saído da linha. Sob filme cast, a falha costuma aparecer em até 72 horas; sob filme soprado, em 7 a 14 dias. Verifique de novo em 72 horas e em 14 dias.
  • Comparar fornecedores com amostras de idades diferentes. Um tubete recém-fabricado é mais fraco que um já estabilizado: a comparação só faz sentido com a mesma idade e a mesma umidade.
  • Secar demais. Abaixo de 4–5% de umidade, o papel fica quebradiço.

Retilineidade e fixação nos mandris: as duas coisas que todo mundo esquece

Em máquinas rápidas, o tubete precisa ser reto. Um tubete empenado gira excêntrico, vibra e pode marcar o material. A ISO 11093-5 mede exatamente isso: a excentricidade do tubete em rotação. Se o tubete for longo ou a máquina for rápida, peça um limite de retilineidade ou de rotação concêntrica.

A segunda é a fixação nas pontas. No bobinamento e no desbobinamento, mandris de fixação dentados transmitem o torque de partida e de frenagem. Se a parede for fraca, os dentes rasgam o papel e o tubete gira em falso: é o chamado chew-out, medido com um ensaio de torque nas pontas. Se você trabalha com mandris de fixação, informe ao fornecedor o tipo de mandril e o torque máximo.

O que define o preço de um tubete

Os tubetes são vendidos por peça ou por metro, mas o custo acompanha os quilos de papelão: diâmetro e parede definem o peso, o tipo de papelão define o preço por quilo. Depois vêm comprimento e tolerâncias de corte, acabamentos, quantidades, embalagem e transporte. Por isso um papelão mais resistente pode custar menos que um milímetro a mais de parede: compare no Lab.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre tubo de papelão, tubete e tubete de bobinamento?

São o mesmo objeto com três nomes. “Tubo” é o termo geral; “tubete” é usado quando o tubo fica no centro de uma bobina ou rolo; “tubete de bobinamento” destaca que o material é enrolado sobre ele. Em italiano diz-se anima ou mandrino, em francês mandrin, em alemão Hülse.

Tubete espiralado ou paralelo: quando escolher cada um?

O tubete espiralado enrola tiras de papelão em hélice e é de longe o mais comum: é produzido em contínuo, em qualquer comprimento. O paralelo (convoluto) enrola o papelão em camadas concêntricas: é mais rígido à flexão e tem superfícies mais lisas, mas custa mais e o comprimento é limitado. Para bobinas de filme e de papel, o espiralado é o padrão.

Como escolher a espessura de parede certa?

Comece pela resistência necessária, não pela parede. Para filme, o que importa é a resistência radial: quanto o tubete suporta o aperto da bobina. Para bobinas pesadas, contam o esmagamento plano e a flexão. A calculadora do ROLL Lab “Quanta parede você precisa de verdade?” dá a parede mínima para uma meta de resistência.

O que devo informar ao fornecedor para pedir um tubete de papelão?

Sete dados: diâmetro interno com tolerância, espessura de parede (ou diâmetro externo), comprimento com tolerância, resistência mínima com o método de ensaio (esmagamento plano ISO 11093-9, esmagamento radial CCTI T-158 ou T-159), umidade máxima na entrega, acabamento das pontas e da superfície, e embalagem. Sem o método de ensaio, um valor de resistência não pode ser comparado.

Tubete de 3 ou de 6 polegadas: o que muda?

O de 3" (76 mm de diâmetro interno) é o padrão para filme, fitas e muitos tipos de papel; o de 6" (152 mm) é usado em bobinas grandes e pesadas, máquinas de alta velocidade e papel. Com a mesma parede, um tubete de 6" tem resistência radial menor que um de 3", porque o diâmetro é o dobro: precisa de parede mais grossa ou de um papelão mais resistente.

Tubetes de papelão podem ser reutilizados?

Sim, se voltarem inteiros, secos e sem esmagamento no diâmetro interno. Na prática, os tubetes de papelão são usados uma vez e depois reciclados; os tubetes plásticos, segundo a experiência de clientes relatada pelos fabricantes, chegam a 3–35 ciclos, conforme o material.

Por que um tubete “idêntico” de outro fornecedor falha?

Porque “idêntico” muitas vezes significa apenas o mesmo diâmetro e o mesmo esmagamento plano. Dois tubetes com o mesmo esmagamento plano podem ter resistências radiais muito diferentes, e a umidade na entrega e a idade do tubete também contam. A comparação só faz sentido com o mesmo método de ensaio, a mesma umidade e a mesma idade.

O que define o preço de um tubete de papelão?

O peso de papelão (diâmetro e parede), o tipo de papelão, o comprimento e as tolerâncias de corte, os acabamentos, as quantidades, a embalagem e o transporte. Os tubetes costumam ser vendidos por peça ou por metro, mas o custo acompanha os quilos de papelão.

Fontes

  1. ISO 13542:2006 — diâmetros internos de tubetes para bobinas
  2. ISO 11093-9 — resistência ao esmagamento plano
  3. CCTI T-158, T-159 — esmagamento radial
  4. ISO 11093-3 — teor de umidade por secagem em estufa
  5. Osservatorio Packaging (Universidade de Bolonha), ficha «Spiral winding»; W. Soroka, Fundamentals of Packaging Technology, 5ª ed., IoPP 2014
  6. ISO 11093-5 — rotação concêntrica
  7. Patente US 5,379,648 (1995), ensaio de chew-out para tubetes de papelão
  8. Cálculo do ROLL Lab
Prof Tubete
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